Bem vindos ao Matutices Poéticas!

Bem vindos ao Matutices Poéticas!

terça-feira, 24 de março de 2015

Preciso esquecer dos beijos dela



Foi nos bares da vida onde embriaguei
A solidão que ficava em meu peito.
Eu tentava encontrar outro jeito
Não encontrei, mesmo assim eu tentei
Conseguir esquecer quem tanto amei.
Da carteira eu tirei a foto bela
Pra não recordar dessa donzela
Nem vê na foto um falso sorriso
"Bote mais uma dose que eu preciso
Esquecer do sabor dos beijos dela".

Se ficar bebo me escore num canto
Bote cana bodegueiro que vou beber
Bote outra, pois só assim vai adormecer
Essa angústia que maltrata tanto
E bebendo vou aliviar meu pranto.
Não ligo não quem me chamar de fela
Eu quero apenas esquecer aquela
Que me deixou na saudade e liso
"Bote mais uma dose que eu preciso
Esquecer do sabor dos beijos dela".

24.03.15
MOTE: LUCÉLIA SANTOS
GLOSA: KLEBSON OLIVEIRA

Sou porre bebido de saudades



Versando com a poetisa Bruna Thais, vejam estas estrofes.
KO- Sou remédio de doido doidejando
BT- Sou picada de cobra cascavel
KO- O seu veneno amarga como féu
BT- Quem és tu pra tá me enfrentando
KO- Sou teu "calo" que vai te maltratando.
BT- Sou o carrasco que irá te acompanhar
KO- Você venha, pois vou te arrebentar
BT- Vou que de você nem tenho medo
KO- Não se atreva que conto seu segredo
BT- Pois venha que tenho uns teu pra contar.
KO- Sou lapada de repente no versar
BT- Sou porre bebido de saudade
KO- Nos bares dessa infelicidade
BT- Procure que neles vou está
KO- Pra essa viola da saudade dedilhar.
BT- E assim minhas agruras esquecer
KO- Pois versando só eu vou entender
BT- As palavras que o silêncio me diz
KO- Que a saudade é uma mera atriz
BT- Da novela encenada por um ser.

24.03.15
KLEBSON OLIVEIRA
BRUNA THAIS

Saudades de você


Essa saudade machuca d'um jeito
Quando lembro das suas juras de amor.
Lembranças suas traz de volta o calor
D'um amor que o tempo deu direito
A lançar solidão nesse meu peito.
Os seus lábios são "brasas" ardente
Que quem beija fica sempre contente
Minh'alma desejando com ternura
Teus abraços regados com doçura
Regando esse amor eternamente.

Saudade, velha saudade doedeira
Não queira vê esse peito rasgado.
Por viver sem amor tão angustiado
Um amor me cura dessa traiçoeira
Saudade que se faz de companheira.
Saudade faz meu coração padecer
Com suspiros sem deixar entender
Que o destino reacende nosso amor
Nos desejos de amor, sem desamor
Que a vida me propôs a conhecer.

24.03.15
Klebson Oliveira

Mulher


Mulher é o pulsar d'um coração
Pulsando contrafeito na vida.
Mulher é guerreira fiel e querida
Saudade curada sem medicação
Obra de Deus, criada com devoção.
Mulher "tacho de doce", traz seu sabor
Com risos sinceros, não tem desamor
Mulher é uma rosa perfumada
Faz da vida uma canção amada
Por onde passa espalha seu amor.

24.03.15
KLEBSON OLIVEIRA

Sertão



FULÔ- Um cheiro de café de manhãzinha 
KO- Que vó preparava sempre pra tomar. 
FULÔ- Com uma tapioca vou saborear 
KO- E todos corriam pra nossa cozinha 
FULÔ- Depois jogava milho pra galinha. 
KO- E descançava na rede do oitão 
FULÔ- Vendo os vaqueiros na beira do mourão 
KO- Tangendo com aboio toda vacaria 
FULÔ- Se esse tempo voltasse eu queria 
KO- Pra matar a saudade do meu Sertão. 

KO- O canto da cigarra doidejando 
Fulô- Passarinho fazendo o seu ninho. 
KO- Pra ser morada do seu filhotinho 
FULÔ- Bem pertinho d'um boi murmurando 
KO- Com o som do chocalho bradando. 
FULÔ- E Mainha chamando na janela 
KO- No rádio tocando uma aquarela 
FULÔ- Fecho os olhos e me vem a lembrança 
KO- As prezepadas do tempo de criança 
FULÔ- Da nossa infância que é tão bela. 

24.03.15 
KLEBSON OLIVEIRA
KELLYNHA OLIVEIRA

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Literatura de cordel

Literatura de cordel vamos divulgar cada vez mais essa nossa arte. A cultura popular que leva a todos os conhecimentos diário da nossa gente de um jeito engraçado sem deixar nosso folheto sair de circulação.
Vamos divulgar e levar essa nossa arte mais adiante de valor importante pra cultura popular.

"Belezas sertanejas"

o poeta Luiz esperantivo no cordel belezas sertanejas disse:

No barreiro eu tomava
Banho na ocasião
Dava banho nos cavalos
E cortava a ração
Do curral da vacaria
Do gibão e da ródia
Pra levar garancho então.

Uma flor da cor de gema
E flor de palma no verão
Bem vermelha e docinha
Suculentas elas são
Serve para alimento
Faz doce no cozimento
Receita da região.


KLEBSON OLIVEIRA

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Morena linda

Um carrinho de sorvete caicó
Uma morena se banha no mar.
Eu fico na sombra pra paquerar
Vejo as ondas açoitar sem ter dó
Onde ligeiramente sacode o pó
Da mimoseada morena singela
Com sua beleza sensual tão bela
Seus pitorescos sinais da mais vida
Pra morena ficar mais querida
E o poeta compor sua aquarela.

Faz pose tira uma fotografia
Fotografa seu corpo tatuado.
Ela abana seu corpo bronzeado
Escancarando um riso pra poesia
E quanto custa essa sua simpatia?
Amordaçando meu olhar na direção
Da magreza da morena da paixão
Quanto custa pra acabar com roedeira?
Diga-me o preço moça bela praeira
Com você gasto meu único tostão.

KLEBSON OLIVEIRA