Bem vindos ao Matutices Poéticas!

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terça-feira, 22 de abril de 2014

A briga que eu tive com ela




A lágrima escorre 
Desce no rosto sofrido
O coração bate apertado
O sentimento enfraquecido
Minha mão escorando a cabeça
Para que a vida não pareça
Um momento esquecido

Foi a primeira e última
Vez que eu chorei 
Por tua causa
Porque eu cansei
Não precisa mim ligar
Nem tão pouco se preocupar
Se estou viva ou por onde andei

Por mim não quero "aperrei"
Dizia a mensagem dela
Liguei, não atendeu
Quando atendeu foi a maior esparrela
Sozinha, tristonha, chorosa
Com voz penosa

Eu sozinho sem o abraço dela
Ah meu doce lugar
Tão bom e açucarado
Cheiro de moça donzela
Deixa o faro aguçado
Matuto vira criança
Apaixona-se por menina de trança
Um encantamento adoçado

Você menina doce
Uma doçura decente
Decentemente não tem
Decência iguá a gente
És flor de mandacaru
Beleza de um pé de babaçu
Um mote, um repente

Moro bem do seu lado
O terreiro é se encontrando
No tic-tac da noite
Estou eu pensando
Depois de uma mensagem
Não entendo a linguagem
Que de repente vem chegando

Amolando minha paciência
Com a paciência encarbada
Mexendo com meu tino
Argura de cabo de enxada
Que faz calo em mãos fina 
Brejeira, sertaneja, nordestina 
Desconfia quando num ta sendo amada

Em tudo faz um sermão
A menina desamada
Do sábado para o domingo
Deixa a vida complicada
Não sei se vale a pena
Pois a vida nos condena
A uma tortuosa caminhada

Caminhando em passos lentos 
Tentando recorrer da sentença
Sendo bem cauteloso
Para não ter encrenca
Comigo ou língua ou beiço
Essas coisas não tem preço
A saudade é uma crença

Amo-te demais
Somos um lindo mimosear
Numa aquarela tão bela
De noite a lua vem espiar
O nosso aconchego
Eu e ela no chamego
Tão bom que chega a arrepiar

KLEBSON OLIVEIRA


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