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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Saudade do Gonzagão

Gravura de Elias Santos

Dia de Luzia, Santa preferida
Vai cartinha fechada
No Araripe, na Chapada
No Exu, na guarida
Nesta data querida
Ave Maria sertaneja
Um resfunlengo, uma peleja
Nasceu o Gonzagão
Louvado assim, que seja

Foi o maior alvoroço no Sertão
De repente um vira e mexe chegou
Virou, mexeu, alegrou
Foi tanta emoção
Com o nascimento do Gonzagão
O fole roncou no pé-de-serra
Cabrueira da minha terra
Subiu a ladeira e foi visitar
A majestade do lugar
Nordestinando toda uma era

Sanfona branca, dourada
No compasso dessa simetria
Os festejos, amanheceu o dia
Muita gente animada
Quanta alegria abençoada
O forró de Mané Vito
Forrozada com carne de cabrito
O forró foi vadiando
Todo mundo festejando
O nascimento bendito

O lamento sertanejo criado
O vôo da Asa Branca
Uma saudade e tanta
Seu cabelo prateado
Me remete ao passado
O rei do Sertão
Cantador do povo
Filho de Janúario e Santana
A quem tanto ama
Ninguém esqueça não

Não esqueça do som de fole
Do triângulo e do ganzá
A zabumba vem zabumbá
E todo mundo se bole
E haja fum, fum depois de um gole
Mandei fazer um liforme
Com toda preparação de uniforme
Com os dizeres amei o Sertão
Sou filho desta terra com a maior gratidão
Tudo para o meu povo com orgulho enorme

Filho de Januário
Dona Santana
Amou e cantou
Os pássaros, os padres
Os Feiticeiros, as aves
Cantou o seu povo
Cantou sua terra.

KLEBSON OLIVEIRA

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