Bem vindos ao Matutices Poéticas!

Bem vindos ao Matutices Poéticas!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Eu pego fogo se você tocar em mim


No rádio uma melodia
Entoada por cantores
Poetas, repentistas e compositores
Que fazem arte uma simetria
A chama acesa da paixão
E esse fogo de onde vem?
Queimando por mais de cem
Sua labareda me prende
A um fogaréu que acende
Um acanhamento que me faz tão bem

KLEBSON OLIVEIRA

quinta-feira, 22 de maio de 2014

"Sinfonia Nordestina": Rádio Surubim AM estréia programa sobre cultura popular no dia 07 de junho

Convido a todos os amigos para acompanhar pela Rádio Surubim AM 1520 khz, o mais novo programa da emissora, "SINFONIA NORDESTINA" que irá no próximo dia 07 de junho, das 13h ás 14h. Será minha estréia no comando de um programa de rádio, espero contar com a audiência dos amigos ouvintes que apreciam a boa prosa, a poesia matuta, o romance matuto, os causos populares da nossa gente, enfim, para quem defende e apoia a autêntica cultura nordestina.

Um programa voltado aos costumes da nossa gente, com coco de roda, ciranda, quadrilhas, xote, xaxado e baião. Além de um bate papo bem informal e descontraído com os artistas e entusiastas da cultura nordestinense.

Quando fui convidado  pelo diretor-geral da Surubim AM, Aguinaldo Alves, topei o desafio sem titubear,  pois nossos costumes estão esquecidos vários gêneros musicas que tomoram um rumo conturbado. Fazer cultura ainda é ser taxado de "louco", mas é essa "loucura" que nos dá mais força em seguir propagando as manifestações culturais da nossa gente.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Para refletir com muita atenção

Quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Autor desconhecido. 
Sugerido pela Poetisa Surubinense Ivone Rodrigues.


Verde: A vestimenta original

Paisagem do Sítio Junco de Casinhas

A paisagem judiada padece
Com o sol queimando sem parar
Um cenário tristonho para o olhar
A terra esturricada emudece

O sertanejo em silêncio faz uma prece
Para revestir os arbustos e alegrar
O pesadelo que tanto lhe entristece
E quando a chuva chegar?

Manda ir embora a seca que agora
Foge em retirada para distante
Invernada pelo Sertão afora

O verde é a vestimenta original
Observamos em cada semblante
Um contentamento sem igual.

KLEBSON OLIVEIRA

Amuleto da gente


terça-feira, 6 de maio de 2014

Duas lágrimas

Em Santa Maria do Cambucá, com o poeta João Paraibano
Leia a sextilha do mote "Duas Lágrimas", de João Paraibano:

Ao passar em Afogados
Diga a minha esposa bela
Que eu derramei duas lágrimas
Sentindo saudade dela
Tive sede, bebi uma

E a outra, guardei pra ela

JOÃO PARAIBANO

Festança de primeira


Participei na última quinta-feira, ( 01), Dia do Trabalhador em Santa Maria do Cambucá, do Festival de violeiros, com a organização do poeta Nêgo do Manduri e realização da Prefeitura Municipal de Santa Maria do Cambucá.
Com a participação de poetas, declamadores, apologistas e amantes da cultura nordestina. Ivanildo Vila Nova, Rogério Menezes, Zé Viola, João Paraibano, Valdir Teles, Severino Dionísio, Edvaldo Zuzu, Raimundo Caetano, Raldênio Lima, Raulino Silva, Iponax Vilanova, zito Alves, Edmilson Ferreira, Antonio Lisboa e a apresentaçaõ do evento contou com a participação de Felizardo Moura.

Uma noite em que o público compareceu, os cantadores deram o seu recado, tudo na base do improviso como assim deve ser, e não um festival decorado, como bem destacou o grande poeta e repentista Rogério Menezes.



Ficou um gostinho de quero mais, pois um dia festivo merece uma atenção pra la de especial. Sem falar que estive na companhia dos amigos Charles Nascimento, Agaci Soares, Walter Borges, Pessoa do Nascimento, Fernando Guerra e Nêgo do Manduri.
Deu até uma quadrinha danada de boa:

"A festa tava animada
Sem hora pra findá
Poesias, em Santa Maria do Cambucá
Em uma noite tão festejada."

             KLEBSON OLIVEIRA

A noite de ontem


O céu assim tão estrelado
A noite bela e fria
Um silêncio assim peculiar
Ouvindo lindas melodias
O agreste setentrional
Um lugar sem igual
De verso , prosa e lindas poesias

KLEBSON OLIVEIRA

A solidão bole com a gente


O começo de uma aflição
Um meio quase atordoado
Quase o fim de uma luta
Um fato consumado
A dor de um grande amor
A alegria, tristeza e dor
Quando o matuto está apaixonado

Uma doença que abusa
E que machuca o coração
Causando um aperrei
Atrelado a uma solidão
Uma saudade saudosa
Uma agonia perigosa
Corrói, sem dó, sem compaixão

Nasce em seu coração
Regada de um jeito
Assim tão inocente
Abusando o sujeito
Solidão é o lamento
Um descontentamento
Sem chão e sem documento 

KLEBSON OLIVEIRA

Prosa de compadre



Cumpade véi, tô chei de maruage
É umas coisas rim
É tanto aperrei, tanto do farnizim
Qui eu tô veno inté mirage

Faz três dias que num drumo
Tô com as oiças zumbino
Pense num má destino
Agora tô aprumado, dessa vez me aprumo

Homi, cumpade, vá no dotô
Homi, repare qui tô sem dô
Quaise, quaise qui imboico

Mai tu sabe danado, num imboiquei não
Pense numa danação
Essa minha vida é mermo um infoico

KLEBSON OLIVEIRA

Trio amoroso

Outro dia proseando com meu primo Zé Mário, em que ele falava sobre as suas andanças, estórias e prezepadas. Acabou me confidenciando um pouco de sua amada por quem tem tanto apreço.
As suas palavras soaram aos meus ouvidos quase que como uma declaração de amor.
E em seguida tudo foi escrito neste belo soneto.Repare:

Falava o matuto satisfeito
Tu, bonitinha, pode arranjar cem
Visse, iguá a mim num tem
Sempre vou te guardá no meu peito

Eu sigo com muita aceitação
Não importa primeiro ou segundo
Por ela um amor maior do mundo
Te guardo sempre no meu coração

Eu rezo mais por ela 
Se for preciso me acabo pru ela
Fazer o quê, eu sempre fui assim

No meu peito da aquela tremura
Caminho tristonho, nessa amargura
Eu nem sei se ela pensa em mim

KLEBSON OLIVEIRA

Quadrilha junina


Assistir a uma apresentação de quadrilha junina em nosso estado já deixou a muito tempo de ser sinônimo de monotonia. Atualmente, tudo recebeu uma nova caracterização. 

Em uma analise rápida sobre os novos nomes dados a dança, sua concepção  e outras essências, identifica-se o quanto esse contexto cultural progrediu. O que antigamente era simplificado e já previsível, hoje se dissemina de maneira mágica e inovadora, variando desde de abordagens temáticas inusitadas, até a valorização do tradicional e recriado comportamento matuto.

A turma que sua a camisa, não é mais só constituída de moradores locais. Muitos jovens deixam suas cidades e migram para  outras em busca de uma oportunidade. Ocorre uma união de sentimentos. Tudo é feito com amor e carinho à causa. E é esse sentimento que se reflete em nosso arrepio, quando os vemos dar o primeiro grito de animação na hora da sua apresentação.

Por fim, o importante é a arte, que independente de como seja pensada sempre agrada o público. E aqui se cria a expectativa para a inovação do circuito de 2014.O que será que vem por ai?

                                                            ERNESTO LUIZ 

Porque produzo cultura?


  • Por acreditar que esse caminho pode mudar a realidade de um povo;
  • Por sentir sempre frio na barriga em horas de apresentações, mesmo após anos de experiências;
  • Por sentir um sentimento de dever cumprido ao realizar trabalhos com poucos recursos financeiros, mas nem por isso deixar de "arrancar" aplausos do público;
  • Pelo orgulho que notamos em nossos pais, quando eles prestigiam nossos curtos momentos de fama;
  • Por tirar desse contexto, experiências exitosas que me acompanharão para o resto da vida; 
  • Por ver nas crianças o interesse pela arte e o reflexo de um futuro artista;
  • Por crer que a cultura conseguiu me mudar, sendo assim, multiplicar essa ação.

ERNESTO LUIZ