Bem vindos ao Matutices Poéticas!

Bem vindos ao Matutices Poéticas!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Retrato do Agreste




Por aqui a gente tem o cirandeiro    
Tem canção de viola e tem reisado.
Tem o coco de roda que é animado
Também tem embolada e tem pandeiro
Tem o forró pé de serra verdadeiro.
No aboio o vaqueiro é o campeão                  
Aboiando junta o gado do grotão
Tem cantadores fazendo cantoria
Meu Agreste traz em sua fotografia
Um retrato parecido com o Sertão.

     
O Sertão fotografei  pra retratar
O Agreste onde vivo também tem
O canto do pássaro que é vem-vem
Tem beija flor na flor pra nos alegrar
Também tem ciranda pra gente dançar.
A lembrança me traz a recordação
Dos forrós  dançado a luz do lampião            
Que dançava no salão com garantia
Meu Agreste traz em sua fotografia
Um retrato parecido com o Sertão.


18.11.14
KLEBSON OLIVEIRA
RONALDO BARBOSA




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Roedeira


Sou feliz mas me falta um pedaço
Que completo com teu cheiro e calor.
Meu peito entristecido quer teu amor
Para seguir nesse ardente embaraço
Vem meu bem quero tanto seu abraço. 
Mando pra longe a solidão que vier
Se você voltar pra ser minha mulher
Esquentar nosso amor que enfraqueceu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Mas eu vou esquecer se Deus quiser.

No reduto do amor sempre vou te amar
Amando vou mesmo nessa roedeira.
Você que me enfeitiçou da sua maneira
Desejo que procurando pude encontrar
Trilhando esse amor eu vivo a lamentar. 
Te desejo, te quero, mas você não quer
Venha logo sem ter medo, pois se vier
Dou-te amor que você um dia perdeu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Mas eu vou esquecer se Deus quiser.


Mote: Damião de Andrade Lima
Glosa: Klebson Oliveira

Retrato do Agreste


Olho firme para a serra
Vejo tremer e lamento
Essa sina que carrego
Que pulsa a todo momento
Mas o verão vai passar
Pra nosso Agreste voltar
A viver sem sofrimento.

No batente da calçada
Observo com precisão
Uma cigarra agorenta
Agorando com sua canção
O gado berra sem parar
Medonho sem se alimentar
Deixa triste meu coração.

No pé de algaroba ficou
A morada de um ferreiro
A cacimba sem ter água
Só vejo o pé de faxeiro
Com espinho e sem fruto
As agruras do matuto
Do Agreste brasileiro.

Na sombra do juazeiro
Um coxo onde meu gado
Tinha como fonte viva
Água bem do seu agrado
O trator arando o chão
Preparando pra plantação
Pra plantar o meu roçado.

KLEBSON OLIVEIRA




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Palestra sobre cordel em escola na zona rural de Casinhas

Estive nesta segunda (09), com o poeta Ciriema, na Escola Municipal Benedito Roseno Freire na comunidade de Chatinha de Baixo, em Casinhas atendendo o convite da professora Rosineide Leal e da coordenadora Maria Rosinalda.

Na ocasião, falamos da importância da literatura de cordel para os alunos do 5 ano, destaquei a origem da arte do cordel no Nordeste, citando ainda Leandro Gomes de Barros autor de mais de 240 cordéis.

Aproveitei para presentear os alunos com cordéis, que me receberam com muito entusiasmo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sentimentos da gente



Pedi a ti um tema pra minha poesia
Pedi pra versar sentimentos da gente.
Versando fiz inspirado no repente
A canção de verão cantei com alegria
Busquei singeleza com a melodia.
Inspirado numa canção a galopar
Descobri que nosso amor esta no ar
Declamei no sinfonia nordestina
Versos versados pra você menina
Nos dez de galope na beira do mar.

Serenata cantada me faz tão bem
Bem orquestrado com o seu amor
Amor verdadeiro canto com fevor.
Essa nossa canção por mais de cem
Nas ondas do tempo que pressa não tem.
Serenata envolvente a luz do luar
Luar sertanejo pra ti eu vou cantar
Todo mundo vai cantar a melodia
A canção que tem a minha autoria
Relembrando emoções da beira do mar.

KLEBSON OLIVEIRA

Luiz Gonzaga, Majestade do Sertão

Foto: Google Imagens

Serviu as forças armadas
Passou por atos e baixos 
Foi corneteiro por lá 
Seu nome era bico de aço.

Logo que foi dispensado
Do exército brasileiro 
Partiu de mala e cuia 
Para o Rio de Janeiro.

Conheceu muitos amigos
Nunca esqueceu o Sertão 
Cantou as coisas da terra 
Com muita satisfação.

Com a sanfona no peito
Foi artista de talento 
Tocou no mangue carioca 
Para tirar seu sustento.

Nos programas de calouros 
Que ele se apresentava 
Tocava de tudo um pouco 
Mas sucesso não emplacava.

Aí veio a ideia que foi muito genial
Mudando seu repertório 
E tocou só o regional.

Autor: Ronaldo Barbosa

As belezas sertanejas


As belezas sertanejas, é o mais novo cordel feito para mostrar as relíquias encontradas em nosso Nordeste.
Uma importante parceria de Klebson Oliveira e o Poeta Esperantivo.

Em breve estou fazendo novas impressões para os amigos leitores que amam a literatura de cordel.

Eis ai um aperitivo do que você vai lê:
A goteira se dispersa
Quando a água cai no chão
Com a chuva bem fininha
Correndo pro riachão
Olho da minha janela
Me vem a saudade dela
Apertando o coração.
KLEBSON OLIVEIRA

Uma flor da cor de gema
E flor de palma no verão
Bem vermelha e docinha
Suculentaselas são
Serve para alimento
Faz doce no cozimento
Receita da região.
POETA ESPERANTIVO