Bem vindos ao Matutices Poéticas!

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Retrato do Agreste


Olho firme para a serra
Vejo tremer e lamento
Essa sina que carrego
Que pulsa a todo momento
Mas o verão vai passar
Pra nosso Agreste voltar
A viver sem sofrimento.

No batente da calçada
Observo com precisão
Uma cigarra agorenta
Agorando com sua canção
O gado berra sem parar
Medonho sem se alimentar
Deixa triste meu coração.

No pé de algaroba ficou
A morada de um ferreiro
A cacimba sem ter água
Só vejo o pé de faxeiro
Com espinho e sem fruto
As agruras do matuto
Do Agreste brasileiro.

Na sombra do juazeiro
Um coxo onde meu gado
Tinha como fonte viva
Água bem do seu agrado
O trator arando o chão
Preparando pra plantação
Pra plantar o meu roçado.

KLEBSON OLIVEIRA




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