Bem vindos ao Matutices Poéticas!

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Literatura de cordel

Literatura de cordel vamos divulgar cada vez mais essa nossa arte. A cultura popular que leva a todos os conhecimentos diário da nossa gente de um jeito engraçado sem deixar nosso folheto sair de circulação.
Vamos divulgar e levar essa nossa arte mais adiante de valor importante pra cultura popular.

"Belezas sertanejas"

o poeta Luiz esperantivo no cordel belezas sertanejas disse:

No barreiro eu tomava
Banho na ocasião
Dava banho nos cavalos
E cortava a ração
Do curral da vacaria
Do gibão e da ródia
Pra levar garancho então.

Uma flor da cor de gema
E flor de palma no verão
Bem vermelha e docinha
Suculentas elas são
Serve para alimento
Faz doce no cozimento
Receita da região.


KLEBSON OLIVEIRA

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Morena linda

Um carrinho de sorvete caicó
Uma morena se banha no mar.
Eu fico na sombra pra paquerar
Vejo as ondas açoitar sem ter dó
Onde ligeiramente sacode o pó
Da mimoseada morena singela
Com sua beleza sensual tão bela
Seus pitorescos sinais da mais vida
Pra morena ficar mais querida
E o poeta compor sua aquarela.

Faz pose tira uma fotografia
Fotografa seu corpo tatuado.
Ela abana seu corpo bronzeado
Escancarando um riso pra poesia
E quanto custa essa sua simpatia?
Amordaçando meu olhar na direção
Da magreza da morena da paixão
Quanto custa pra acabar com roedeira?
Diga-me o preço moça bela praeira
Com você gasto meu único tostão.

KLEBSON OLIVEIRA

Nem tudo é como se diz

Nem todo riso é feliz
Nem toda noite é de lua.
Nem toda rodagem é rua
Nem toda mulher é atriz
Nem tudo é como se diz.
Nem todo amor é amor
Nem todo pranto é dor
Nem toda paixão é voraz
Nem toda alegria é paz
Nem tudo é desamor.

Nem toda reza é sermão
Nem todo cheiro é o seu.
Nem toda roda é pneu
Nem toda mão é de pilão
Nem tudo é contramão.
Nem toda flor é de jardim
Nem tudo na vida tem fim
Nem todo forró é bom
Nem todo ser traz o dom
Nem todo beijo é pra mim.

KLEBSON OLIVEIRA

Beijo seu

Cada beijo que te dei
Meu desejo logo curei
Te fiz juras me entreguei
Remediei essa minha dor
Me prendi nos teus braços
Me envolvi nos embaraços
Dos laços dos teus abraços
Nos temperos do teu amor.
KLEBSON OLIVEIRA


Saudades

Essa dor que não passa
Essa saudade angustiada
Dor medonha me maltrata
Dor que não é diagnosticada
Te sinto doer em meu peito
Vou sofrendo desse jeito
Com tal dor encarcerada. 

Dor doedeira de onde vens?
E porque me fere assim?
Desolando a esperança
Guardada dentro de mim
Quero de volta minha paz 
Deixe de ser tão voraz 
Quando essa dor vai ter fim? 

KLEBSON OLIVEIRA